Olá queridos e queridas leitoras! A partir de hoje temos uma novidade. Iniciamos uma série de publicações sobre saúde do Coração. Graças a uma parceria com a filha de um grande amigo, Beto Gill. Que gentilmente ofereceu-se para contribuir com seus valiosos conhecimentos. Durante um bom tempo, todas as segundas-feiras, teremos um post dela aqui. Espero que apreciem e extraiam suas valiosas dicas para uma maior qualidade de vida.
Saúde e vida abundante para todos e todas!
Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.
Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.
UM BRINDE AO SEU CORAÇÃO
"O tratamento de doenças do coração foi, sem dúvida, um dos que mais se beneficiou com o progresso da medicina e da ciência nos últimos 50 anos. Do diagnóstico mais preciso ao tratamento mais individualizado – e cada vez menos invasivo -, a cardiologia avançou a passos largos para uma medicina mais preventiva.
Mas se hoje já somos capazes de entender melhor o que acontece com nosso coração, temos de reconhecer que ainda fazemos muito pouco por ele.
Empurrados por uma rotina alucinante, mergulhados na preocupação da tal da vida moderna e reféns de hábitos nada saudáveis, nos surpreendemos quando recebemos a notícia de que aquela respiração ofegante depois de subir poucos lances de escada pode não ser só cansaço e que a sensação de aperto no peito dos últimos tempos não é apenas estresse, é o coração nos avisando que algo não vai bem.
Quando o susto chega na forma de um infarto, de uma angioplastia ou de uma ponte de safena, queremos consertar tudo, começar de novo, jurando cumprir, dessa vez, todas as famosas promessas de ano novo. Só que ao sair do hospital ou da clínica, bate a dúvida cruel sobre o que fazer de agora em diante, sem o médico ou a nutricionista sinalizando, a todo momento, o caminho de um feliz recomeço com nosso coração.
O que eu posso comer? E beber? Nunca mais vou poder sair com os amigos ou ir a uma festa? Acabaram-se os almoços de domingo? Namorar ou fazer sexo nunca mais? Essas e outras questões, com as quais convivo frequentemente em atendimentos para exames pré-cirúrgicos, alguns bastante dramáticos, me inspiraram a tentar passar um pouquinho do conhecimento que tenho numa série de artigos sobre o coração e os cuidados que devemos tomar, antes e após uma doença cardíaca. Serão histórias, poesia, receitas para fazermos as pessoas fazerem as pazes com o seu coração, tenham tido uma doença cardíaca ou não. Minha ideia é dar a esse assunto uma abordagem leve, para um assunto, tratado geralmente de uma forma pesada. A proposta é ir além dos remédios e da alimentação. Com tantos fatores que influenciam a saúde do coração, optei por uma leitura simples, harmonizando prosa com imagens sempre tendo o cuidado e a sensibilidade que o assunto requer. Contando histórias e “causos” sobre donos de corações sofredores, abusados ou displicentes, famosos e anônimos, reais e fictícios, amigos e desconhecidos. E de repassar, ponto por ponto, o que maltrata e o que faz bem ao coração. Do estresse, do cigarro, passando pelo perigo das gorduras e do sal e, claro, algumas receitinhas, já que gosto de cozinhar e de me cuidar, pois sendo diabética do tipo 1 desde os 12 anos de idade, sou propensa a doenças cardíacas.
No final das contas, meu desejo é que eu consiga lhes mostrar que é possível viver bem, se alimentar bem com um cardápio variado, gostoso e sem cair na rotina, viver a vida de forma saudável, praticar exercícios de forma prazeirosa para cuidar com muito amor de seu coraçãozinho. Não tenho pretensões e nem posso, dar uma abordagem terapêutica, por isso é recomendado que cada um tenha acompanhamento de um cardiologista presencial. Minha intenção é de escrever/ler/ouvir vocês, não como “pacientes”, mas de enxergá-los na sua integralidade como pessoas reais nesse fútil mundo virtual. Não pretendo clinicar on line, portanto não me falem ou perguntem por medicação, mas desejo apresentar-lhes alternativas para que resgatem o prazer de viver na sua plenitude, mesmo diante das dificuldades de uma doença. Para isso, o mais importante é olhar para a vida e enxergar a beleza dela, aprender a cultivar as coisas boas.
Debatam e compartilhem as postagens, com sua família, indique a leitura a seus amigos – e faça desde já, as pazes com seu coração!
Felicidade para todos nós."
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