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quarta-feira, 10 de março de 2021

As Mulheres na Linha de Frente na Pandemia - Cuidados com a sua Saúde Mental





Estamos no mês dedicado à mulher. Um momento propício para reflexão. Sobretudo, neste período de pandemia. Quantas médicas, enfermeiras, todas que trabalham em hospitais estão exaustas! Sono precário, alimentação mínima, vivência de família super reduzida.
Essas guerreiras lutam dia e noite para cuidar e contribuir para salvar vidas. Mas não romantizemos essa situação. Elas precisam também de cuidados, descanso, um tempo para elas. Precisam mais que nunca de nossa compreensão, carinho, reconhecimento pelo importante papel que estão desempenhando neste momento tão delicado.
Sempre digo para amigos que devido a esse acúmulo de tensões, ansiedade, medo, cansaço... a grande maioria acabam explodindo. Ficam impacientes, um enorme grau de hipersensibilidade ao mínimo estímulo. Pois o psicológico delas está no limite. É muita pressão. Não é fácil. E as pesdoas mais próximas como família e amigos são fundamentais com relação ao apoioque tanta necessitam este caos em que se encontra o sistema de saúde. Pois são muitos casos ao mesmo tempo. E o sistema acaba entrando aqui e ali em colapso.
O trabalho num hospital já é estressante no dia a dia. Imaginem num quadro como o atual! Inevitavelmente o nível de estresse para elas serão gigantescos. Também não podemos desconsiderar as consequências à médio e à longo prazo deste cenário que caótico que exige de um ser humano muito mais do que ele pode oferecer. Todos temos limites. Por mais altruístas, solidários que sejamos, cedo ou tarde os limites aparecem. Então não sabemos que tipo de conseqüências elas vão enfrentar. Por isso, precisamos fazervtudo o que estiver à nosso alcance para minimizar os inevitáveis impactos com o passar do tempo.
A você mulher guerreira, meu reconhecimento e preces por tua vida. Gratidão por tudo o que vocês tem realizado. As vezes com escassos recursos. Mas com um coração compassivo, bondaso, amável  se desdobra para doar-se inteiramente em prol do bem e da vida! De modo muito especial, não poderia deixar de citar a  minha amiga, Dra. Lívia V. Teixeira, que está nesta batalha. Ela que é a autora da série "Saúde do Coração" aqui no blog. Assim que possível ela retornará com seumaravilhosos textos.
Saúde e vida abundante!!!

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Saúde do Coração

 

Olá, leitores e leitoras!
Mais um texto de minha estimada amiga, Dra. Lívia V. Teixeira da série "Saúde do Coração". Este texto tem a participação da estagiária de nutrição da UFRJ, Luíza Teixeira. Que todos possam beneficiarem-se!!!


Eu só quero chocolate ...

"Falamos semana passada dos benefícios que uma xícara de café, consumida com parcimônia e sem exageros, pode fazer no nosso estado de ânimo, revertendo situações de estresse dando uma nova disposição.

Mas e o chocolate? Quem não gosta de receber uma caixa de bombons ou uma linda e brilhante barra de chocolate? Que atire a primeira pedra quem à essa altura da leitura não está com a boca cheia d’água ao imaginar essa descrição?

Mas qual a fronteira que essa tentação criada pelos Olmecas e aprimorada pelos Maias há séculos atrás, impõe para que o seu consumo saudável, seja capaz de fazer bem ao invés de se tornar um perigoso vício? 

Vamos fazer uma viagem por algumas verdades e mitos sobre o chocolate?

Benefícios: Mulheres em particular conhecem o bem o efeito de uma barrinha de chocolate no humor. Faz maravilhas durante a TPM – e é o estímulo perfeito naquela tarde chatérrima no trabalho, em que nada parece dar certo.

O problema: Também é bem conhecido. CHOCOLATE ENGORDA!! E parece impossível comer um só. Mas lembre-se como um mantra: Nem chocolate nem nenhum alimento tem o poder de resolver seus problemas ou ansiedades. No máximo funcionam, na dose certa, como coadjuvantes para aquela virada de rumo na qual você precisa muito mais de você do que de um agente externo. Ah, e outra coisa: chocolates recheados, doces, cremosos etc., precisam ser riscados do dia-a-dia. Dê preferências aos meio-amargos com 70% de cacau.

As verdades: O chocolate amargo, forte, delicioso, é recomendado DIARIAMENTE. Sim!!! É verdade, mas, como tudo, consumido moderadamente uma porção de 45 gramas, duas ou três vezes na semana. Esse consumo, vai ajudar a prevenir o colesterol e a proteger o seu coração.

Mais boas verdades sobre o chocolate: O chocolate amargo tem fenilalanina e tirosina, dois aminoácidos que estão ligados à felicidade. Os flavonoides do cacau contribuem para reduzir a pressão arterial e para controlar a glicose no sangue.

E aí chegamos a uma outra questão muito interessante: E o vinho, que combina tão bem com o chocolate? Faz bem ou mal ao coração?

Diversas pesquisas, amplamente divulgadas na mídia, sugeriram que o consumo moderado (palavra-chave) de algumas bebidas alcoólicas poderia proteger o coração das doenças coronárias (angina e infarto). O vinho tinto, em particular, tem outros componentes, além do próprio álcool: flavonoides e outros antioxidantes. Estas substâncias também estão presentes no suco de uva. Elas aumentam o chamado colesterol “bom” (HDL-colesterol) e afinam o sangue (propriedade anticoagulante).

Vamos ver algumas verdades comprovadas sobre bebidas alcoólicas e seu consumo: o limite considerado seguro, é baixo: duas doses diárias para homens e uma para mulheres, pois estas são mais sensíveis aos efeitos do álcool. Cada dose corresponde a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de bebida destilada (uísque, aguardente, vodka, conhaque etc.).

Mas sempre é bom prestar a atenção, antes da desculpa de que “um pilequinho é bem melhor que uma série de abdominais”, lembre-se de que álcool é sempre perigo à vista. É para beber uma taça só – mesmo porque sua energia desaba com maior quantidade. Álcool além da conta está relacionado ao alcoolismo, pressão alta, obesidade, cirrose, derrame cerebral e a várias outras doenças. Álcool ainda prejudica o equilíbrio, a memória, a coordenação de movimentos, o raciocínio e aumenta o risco de acidentes. Ou seja, em excesso, acontece o inverso: em vez de fazer o bem, o álcool pode matar. E importante: se beber não dirija. Aliás, se beber não faça nada... E aprenda a não se exceder mais. Importante: quem tem triglicérides altos não pode beber NADA.

E entre todas essas verdades, existe uma mais que verdadeira, que ao contrário do que se propaga, não é mito: MULHER NÃO PODE BEBER COMO OS HOMENS. E isso nada tem a ver com inferioridade ou machismo e nem tampouco com apenas o fato de nossas avós acharem deselegantes (o que na verdade é...), mas os estudos comprovam que mulher realmente aguenta menos bebida alcoólica. O que ocorre é que as mulheres têm menos enzimas que metabolizam o álcool, portanto ficam alegrinhas num segundo e sofrem o dobro com a ressaca no dia seguinte.

E lembrando novamente: SE BEBER, NÃO DIRIJA!"


*Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.
Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Saúde do Coração


 Olá, estimados (as) leitores (as)!

Hoje, dando continuidade a essa série riquíssima sobre a saúde do coração, de minha querida amiga, Dra. Lívia Teixeira, neste texto, temos a colaboração de Luiza Teixeira, estagiária de nutrição da UFRJ. Espero que apreciem esses compartilhamentos para uma vida saudável. 


Olha o estresse aí, gente!

"Continuando a falar dos efeitos terríveis que o estresse provoca no nosso coração, hoje a gente vai procurar entender um pouquinho desse misterioso mecanismo que nos leva a situações extremas em que o nosso corpo é inundado por hormônios que nos fazem tão mal, mas falaremos também de coisinhas que, levam fama de vilões, mas podem ajudar muito a dar uma baixada de bola no estresse nosso de cada dia. Embarquem e vamos lá.

A verdade é que o corpo humano foi preparado pela natureza para se estressar diante do perigo – um animal pré-histórico por exemplo – e nos ajudar na nossa defesa. Isso explica porque se reage assim:

- Os músculos começam a se contrair para nos proteger;

- O metabolismo acelera e a frequência cardíaca, tanto quanto a quantidade de sangue bombeada em cada batimento aumenta;

- A respiração fica mais intensa;

- O estômago fecha;

- As pupilas dos olhos se dilatam, ampliando a visão. Outros sentidos se aguçam, como a audição;

- Sabe por que dá uma vontade louca de ir ao banheiro quando estamos assustados? É o corpo da gente evitando infecções prevenindo, caso um agente inimigo nos cause uma lesão no abdome.

- O sangue coagula mais rapidamente;

- As artérias nos braços e pernas se contraem, evitando a perda sanguínea – daí aquela sensação de mãos e pés gelados, congelando de medo;

O X da questão: Na vida moderna, a chance de nos depararmos com um animal que nos ataca é mínima. Se não tentarmos evitar o estresse, ao nos sentirmos ameaçados por qualquer coisa do cotidiano, nosso corpo passará por tudo isso aí, na maioria das vezes de forma desnecessária, o que acarreta muitos males, todos baseados num instinto de sobrevivência que vem de nossos ancestrais e está impregnado em nossa genética.

Feliz mente, da mesma forma que o mundo moderno nos trouxe situações diárias que nos induzem ao estresse, nos trouxe também, formas de “reprogramarmos” nosso corpo para evitar esse desgaste físico-químico que, se por um lado em algum tempo de nossa existência nos ajudou a sobreviver, corrói de tal forma o nosso organismo que pode nos matar precocemente, pois a cada evento, perdemos células importantes. Terapias de diversas formas, meditação, exercícios de relaxamento, yoga, entre muitos outros, são caminhos que podem ajudar a controlar a ansiedade, que é o condutor ideal para o estresse.

E nesse meio de caminho de diversas mãos, muitos mitos e verdades, nos impelem a cometer erros, que pensando em não “piorar o estresse nosso de cada dia”, acabamos criando mais ansiedade que leva a mais estresse e entramos num ciclo de paranoia. Vamos falar de alguns?

Aceita um cafezinho? 

Sim! Pode aceitar sem susto. A cafeína produz endorfina, estimula o funcionamento do organismo e ativa a memória. Estudos recentes defendem que o café, desde que se tome até 4 xícaras diárias, faz bem ao corpo. Afinal, o café tem ácidos clorogênicos (que modulam o estado de humor e ajudam a combater a depressão), quinídeos (melhoram a circulação) e vitamina B3, todos eles ótimos oxidantes, ou seja, que limpam as toxinas do seu organismo. Sem o abuso, e com o aval de seu médico, café é ótimo. E alguns estudos mostram que o consumo regular de café pode ajudar a reduzir a incidência de diabetes tipo 2.

Agora, nem pensar em café combinado a cigarros, aí o café vira veneno. O cafestol e o kahweol, substâncias encontradas no café, podem aumentar os níveis de colesterol total e do colesterol ruim, o LDL.

Uma boa dica é o café filtrado no lugar do expresso para quem tem colesterol elevado.

Mas e se quiser tomar o café com açúcar? Pode? O açúcar dá energia, ânimo, como bom carboidrato que é. Mas quem come açúcar demais, além de correr o risco de engordar e ficar com diabetes, pode sofrer com aumento e queda violentos de glicose – ou seja, o corpo se estressa, quer mais açúcar e entra no círculo vicioso. Nessa hora, em vez de proporcionar energia, ele só vai deprimir o sistema nervoso central e lhe desanimar. E atenção: quem tem diabetes ou quem está com triglicérides elevados não deve consumir açúcar – ou consumir pouco. Quanto mais açúcar, maior seu peso e menor a sua disposição. E ainda maior é o risco de problemas cardíacos.

Um cafezinho sem açúcar, pode parecer amargo no primeiro momento, mas quando você se acostuma, e acredite, nosso corpo é programável e você se acostuma, o degustar uma xícara de café fica ainda mais gostoso.

Bom, nós vimos que o cafezinho pode ser um aliado da nossa saúde contra o estresse. Mas e o chocolate? Vamos falar dele na próxima semana?"

*Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.

Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Equilíbro como Fundamento para a Saúde Integral



Olá, leitores e leitoras!
Hoje, vamos refletir sobre o tão buscado equilíbrio. E como ele interfere em nossa saúde física e mental. 
Primeiro, precisamos reconhecer que manifestamos uma tendência fortíssima para os extremos. Ora estamos num lado, ora no outro. E radicalizamos quase sempre um desses dois lugares. 
Claro que, num ambiente como esse, é praticamente impossível experimentar momentos de paz e tranquilidade. Afinal, precisamos combater o outro lado. O inimigo ou inimiga. Que pode assumir variadas representações. Tais como, políticas, ideologias, religiões, etc. E com isso, um gasto gigantesco de energia se esvai. Tensões, ansiedades, temores, medos, insegurança... são algumas facesque assumem.
É interessante observar como a vida humana é contraditória. Queremos, desejamos, buscamos equilíbrio para nossas vidas e, por outro lado, não queremos abrir mão de nossos dogmas e certrezas que nascem de posições extremadas. 
Claro que na vida precisamos nos posicionar. Mas sem deixarmo-nos arrastar pelas paixões e visões radicais que perturbam e afligem nossa frágil existência. 
Posso lutar por direitos, criar um ambiente melhor para mim e todos ao meu redor. Mas mantendo o centramento, o equilíbrio necessário para desenvolver uma ação mais abrangente e coerente possível. E tudo isso torna-se possível quando a fonte, a raíz de nossas ações nascem de uma mente silenciosa, quieta, tranaquila, calma e sem apegos excessivos a seus pontos de vista. Você poderá testar e ver por si mesmo (a) a eficiência de uma ação que nasce do caminho do meio. E não de um excesso de pensamentos e palavras. Todo o seu corpo-mente experimentará os grandes benefícios. Sua saúde e a dos seus próximos irão agradecer!
Saúde e vida abundante para todos nós!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Saúde do Coração

 

Olá, leitores e leitoras!

Na série sobre "Saúde do Coração", a Dra. Lívia fala sobre operigo do estresse. Trás dicas e receitas para nos ajudar a lidar melhor com esse vilão que pode roubar nosso bem estar. Desejos atodose todas uma ótima leitura!

"Estresse, todo mundo sabe, é viver no limite – ou passar da conta. Pode ser positivo. O estresse nada mais é, do que uma forma de adaptação e proteção do corpo contra agentes externos e internos. Coisas boas podem estressar saborosamente: saltar de paraquedas, ganhar um beijo que provoca vertigens, correr numa maratona...

Aquele momento de intensidade máxima, quando a euforia é tanta que o coração parece que vai sai pela boca. Como quando a gente é criança e vê o mar pela primeira vez e, com a respiração apressada, solta um grito de emoção na hora de pular uma onda... e depois outra e mais outra. As risadas, a gritaria, uma alegria que é de tudo, da vida num dia de sol bom, a espuma, o céu azulzinho, a mão entrelaçada na mão firme do pai...

E então o coração volta ao lugar, satisfeito, e tudo fica lindo.

Aí é que mora o relax: na paz depois do estresse, aquela abaixada de bola. O alívio gostoso depois da adrenalina da onda, da brincadeira, do sexo, da descida de montanha russa, da surpresa... ou mesmo depois de uma situação dificílima, quando vem o suspirinho profundo e tranquilizador de missão cumprida. Quando esse alívio não vem, quando o corpo se esquece de voltar para o sossego e pensar noutra coisa, o estresse não vai mais embora. Fica rondando ali, sombra escura, sem parar. E pode se tornar maior, constante, devorador. Um estado de tensão infinito que corrói aos poucos. De um minuto para outro, você se reconhece nas cenas do seu cotidiano que fazem extremamente mal:

1. Está gritando com o porteiro do prédio;

2. Enfiando a mão na buzina, porque o sujeito na sua frente levou dez segundos para acelerar o carro;

3. Chorando sem enxergar nenhuma saída, diante de uma tarefa no trabalho, ou porque o marido riu errado do vestido ou do corte de cabelo novo.

Agora, se essa vontade de acabar com tudo domina a sua vida, seu sono, seus sonhos, então o seu coração já está à beira de um colapso. Você entrou no lado negro do estresse.

A saída desse beco escuro, está num balanço entre a sensatez e a insensatez. Sensato é desacelerar o ritmo de trabalho, diminuir a ingestão de comidas gordurosas e açucares em excesso, comer alimentos mais saudáveis. Sensato é ir à praia no fim de semana, inventar novos passeios que não encareçam seu bolso (senão gasta-se o dinheiro que não se tem e o estresse aumenta), procurar uma atividade física que lhe agrade, tomar um solzinho, meditar alguns minutos diariamente... Mas sensato demais, também é chato à beça. Uma pitada de insensatez é necessária – é ir atrás de um desejo bom, realizar um sonho de infância, aprender algo novo, às vezes contra a opinião geral.

Para tudo isso, claro, tem que ter estímulo. E o estímulo pode começar pela boca. A EQUAÇÃO É FÁCIL: Com os alimentos certos, você AUMENTA sua ENERGIA e o corpo responde rapidamente ao BEM-ESTAR – tem mais disposição para dançar, trabalhar, namorar, se exercitar, ir atrás do que quiser. Com os alimentos errados, você DIMINUI a ENERGIA e se sente mais cansado, mais tenso, mais estressado, dorme mal. Só tende a piorar o que já esteja ruim...

Frutas, verduras, legumes, proteínas, que podem sim ser carnes com pouco óleo e muito sabor nas ervas e temperos novos. Alimentos integrais que, feitos do jeito certo, ficam bons de verdade, até melhores que os refinados. Um cafezinho fumegante no final da tarde. Um chocolate, santo chocolate, que enche a gente de bom humor na hora da mordida.... Pequenos encantos para a vida diária. Grandes inspirações para estimular a mudar o que precisa ser mudado. Ah, e se você gostar, uma taça de vinho no jantar. E com já que falamos em vinho, nada melhor do que depois de um dia cansativo e estressante, um jantar, com uma pessoa querida ou mesmo só você, com uma bonita mesa bem posta, um prato saudável, com sabores diferentes. 

Com a colaboração da Dra. Luíza Teixeira, estagiária em Nutrição Clínica e chef de mão cheia, vou dar uma sugestão de um jantar simples, um ROBALO COM PURÊ DE BANANA-DA-TERRA E ASPARGOS AO AZEITE ao qual o estresse malvado não vai resistir. Bom apetite.

Para o ROBALO (para duas pessoas):

2 filés de 200 g cada de robalo (ou qualquer peixe branco de boa qualidade)

Sal

Pimenta-do-reino-branca moída na hora

Azeite extra virgem

Tempere o peixe com sal, pimenta-do-reino e azeite. Reserve para grelhar na hora de servir em uma frigideira antiaderente aquecida com um fio de azeite.


Para o PURÊ DE BANANA-DA-TERRA:


4 bananas-da-terra bem maduras

1 colher de sopa de azeite

Sal

Pimenta-do-reino-branca

Cozinhe as bananas com casca na panela de pressão por 1 hora aproximadamente; retire do fogo, descasque as bananas cuidadosamente e passe por um passador de purê; aqueça o azeite em uma panela, junte o purê de banana, misture bem, acerte o sal e a pimenta. Sirva bem quente acompanhando o peixe.

Para os ASPARGOS:

6 aspargos verdes frescos fatiados finamente na diagonal

2 colheres de sopa de azeite extra virgem

Sal

Aqueça o azeite em uma frigideira antiaderente, junte os aspargos e salteia-os em fogo alto, não deixando juntar água, até que estejam “al dente”; acerte o sal e se desejar um pouco de pimenta-do-reino.

Sirva com uma taça de vinho branco boas energias e se permita entender que tudo é impermanência e amanhã será outro dia com a vida nos oferecendo muitas coisas boas."


Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.

Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.



segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Saúde do Coração

 


Primeiro as damas...

"...Só que infelizmente não. Ao contrário do que diz o senso comum e as crenças populares, mulheres sofrem, sim, de infarto, quase tanto quanto os homens. E o pior é que correm mais riscos do que elas na hora do diagnóstico. A razão às vezes é um cavalheirismo ao contrário. E vou ainda mais além, as próprias mulheres muitas vezes não valorizam seus sintomas, retardando a procura de um médico, priorizando sempre a saúde e o bem estar de seus filhos e maridos/companheiros/pais.

Agravando essa situação, que beira o trágico, esse (des)senso comum conduz a uma cultura enraizada onde se uma mulher chega ao pronto-socorro queixando-se de dor no peito, muitas vezes os médicos não diagnosticam infarto, imaginam prioritariamente tratar-se de outras causas.

Uma das pautas mais importantes dos movimentos de valorização da mulher deveria ser a agenda da saúde. A maioria das políticas para a mulher do Ministério da Saúde, concentram foco na questão ginecológica, o que é importante. Exames preventivos e monitoramento de mamas para evitar câncer são sim fundamentais, mas nunca vi nenhuma agenda, nenhuma campanha focando na saúde cardíaca da mulher, e cabe lembrar que vivemos em um tempo, onde a mulher, apesar das desigualdades, tem hoje o mesmo nível ou mais, de responsabilidades e é submetida a tanto estresse quanto os homens.

O que como médica e como mulher recomendo é que se permita VIVER. FELICIDADE é a melhor prevenção e o melhor remédio. Buscar harmonia com a vida, se permitir mudanças com frequência, se reinventar e reescrever a própria história sempre que possível, mas com atenção em se cuidar. Um check-up anual e acompanhamento médico sempre, e, pelo menos uma vez por ano, se permitir uma aventura, uma viagem, um passeio.

Sobre se permitir viver, vamos conhecer uma história com final feliz, a história de Laura, que nos traz a inspiração de como é bom e o quanto faz bem quando o coração dá alegres reviravoltas.

Laura se sentia a última das criaturas. Não saia mais de casa desde o acidente de carro em que ela quebrou a perna e a clavícula, e viu o namorado morrer um mês antes do casamento marcado. Nada mais tinha graça. Amigos queriam consolá-la: um chamava para jogar buraco; outro, para pegar um cineminha. As amigas do trabalho tentavam, em vão, arrastar Laura para compras, sorvete, manicure, jantar com um primo do amigo, um gato... Nada. Mais de um ano se passara. Laura não queria nada. Fechou o coração. Vivia meio por obrigação; era o que dizia, para desespero de sua mãe.

Um irmão que morava na Austrália acabou convencendo Laura a se mudar para lá. Ela topou. E na Austrália ensolarada, gente nova, outro idioma, foi tomando gosto pelas coisas do novo. Um dia achou um bilhete no bolso de uma calça jeans que havia esquecido no fundo da mala. 

Uma cena lhe voltou, em flashback, feito novela.

“Você vai para a Austrália? Tenho uma grande amiga lá, brasileira, liga para ela” – era o Diogo, colega do escritório, entregando um papel para Laura na véspera da viagem.

“Tá bom”, ela respondeu, enfiando o bilhete no bolso do jeans.

Ela sorriu da lembrança e resolveu ligar para o tal número. Já estava na Austrália. Podia ser divertido falar de um amigo brasileiro, sair um pouco... A amiga do amigo, gentilmente foi buscar Laura. No carro, contou que pintava e bordava roupas de cama, e que precisava entregar uma colcha numa casa. As crianças, no banco de trás, pulavam como cangurus.

Na porta da casa do cliente, a moça pediu: “Laura, desce você. É só entregar. As crianças estão muito inquietas. Vou ficar no carro”. Laura atendeu. A casa era pequena, linda, com cara de filme – com uma grande árvore em frente da calçada. Tocou a campainha... E, se você apurar os ouvidos, vai escutar os mesmos sininhos que Laura escutou – no coração dela. Na porta, um australiano cheio de saúde, tipo surfista, sorriso tinindo, parecia um anjo. Mas um anjo bonito à beça.

O moço deve ter ouvido os mesmos sininhos, tanto que, dias depois, descobriu o telefone dela. Eles saíram, cainharam à beira-mar, deram as mãos e fizeram planos. A essa altura o coração de Laura estava tão acelerado que ela nem titubeou. O casamento aconteceu semanas depois, com a mesa posta com bolo, champanhe e docinhos na calçada, embaixo da árvore. Quem passasse na rua era bem vindo. Laura, só sorrisos, esqueceu de vez o Brasil, o trabalho antigo, os dramas, as tristezas, os pedidos dos amigos que diziam que aquilo era só um amor de verão, bom para curar a dor, mas que já estava na hora de voltar...

Laura nem aí... Na última vez que visitei Laura com duas outras amigas, em 2016, incrédula vi Laura e o maridão dividindo uma onda animal Bells Beach, na província de Victoria.

Dizem por aí, que até uns anjos de verdade espiavam a cena, sorrindo felizes, mas isso a gente não pode afirmar com certeza..."

*Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.

Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Amizade, Remédio Natural para a Saúde


Não há ninguém que não tenha um amigo ou amiga. Afinal, somos seres sociais. Fomos feitos para viver em grupo. E, talvez nem saibamos muito bem, apenas intuitivamente, a força, a necessidade e aprendizagem que uma amizade pode proporcionar. 
Todos precisamos de uma rede de apoio. Sem isso, impossível viver. Mas os amigos são essenciais. Por isso quem se isola, tende a adoecer e morrer com uma péssima qualidade de vida. 
Ter um (a) amigo (a) é sentir-se querido (a), amparado (a), amado (a). O afeto nos afeta. E ele, quando correspondido, trás benefícios ao coração, ao cérebro, pulmões, etc. Nossa vida ganha um novo colorido. Inclusive, tem gente que tem mais afinidade com amigos que com os parentes. E tem parentes que são grandes amigos! 
Claro que podemos mudar de amigos ao longo da vida. Permancer por décadas com outros. O importante é que aja essa sintonia, essa troca tão boa de energia que tanto faz bem. Seja através do abraço, do beijo, de um conselho ou um olhar carinhoso. Principalmente nestes tempos de pandemia, devido ao isolamento social. Mas amigos sempre dão um jeitinho pra se comunicar com a gente. Estarem por perto. Ainda que longe fisicamente.
Segundo o Buda Shakyamuni, nós precisamos não só de amigos. Mas de "bons amigos." Ele disse que bons amigos, possuem 4 características:
1- oferecem ajuda.
2- são os mesmos na alegria e na tristeza.
3- dá bons conselhos.
4- se compadece.
Mais que apenas esperar isso dos amigos, podemos olhar para nós mesmos e perceber se temos e podemos oferecer de alguma forma isto para nossos amigos. Assim estaremos cuindando de nossa saúde integral e da deles também. Afinal, amigos cuidam uns dos outros. 
Amizades saudáveis é o que desejo a todos e todas!
Saúde abundante para todos nós!!!

As Mulheres na Linha de Frente na Pandemia - Cuidados com a sua Saúde Mental

Estamos no mês dedicado à mulher. Um momento propício para reflexão. Sobretudo, neste período de pandemia. Quantas médicas, enfermeiras, tod...