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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Saúde do Coração

 

Olá, leitores e leitoras!
Mais um texto de minha estimada amiga, Dra. Lívia V. Teixeira da série "Saúde do Coração". Este texto tem a participação da estagiária de nutrição da UFRJ, Luíza Teixeira. Que todos possam beneficiarem-se!!!


Eu só quero chocolate ...

"Falamos semana passada dos benefícios que uma xícara de café, consumida com parcimônia e sem exageros, pode fazer no nosso estado de ânimo, revertendo situações de estresse dando uma nova disposição.

Mas e o chocolate? Quem não gosta de receber uma caixa de bombons ou uma linda e brilhante barra de chocolate? Que atire a primeira pedra quem à essa altura da leitura não está com a boca cheia d’água ao imaginar essa descrição?

Mas qual a fronteira que essa tentação criada pelos Olmecas e aprimorada pelos Maias há séculos atrás, impõe para que o seu consumo saudável, seja capaz de fazer bem ao invés de se tornar um perigoso vício? 

Vamos fazer uma viagem por algumas verdades e mitos sobre o chocolate?

Benefícios: Mulheres em particular conhecem o bem o efeito de uma barrinha de chocolate no humor. Faz maravilhas durante a TPM – e é o estímulo perfeito naquela tarde chatérrima no trabalho, em que nada parece dar certo.

O problema: Também é bem conhecido. CHOCOLATE ENGORDA!! E parece impossível comer um só. Mas lembre-se como um mantra: Nem chocolate nem nenhum alimento tem o poder de resolver seus problemas ou ansiedades. No máximo funcionam, na dose certa, como coadjuvantes para aquela virada de rumo na qual você precisa muito mais de você do que de um agente externo. Ah, e outra coisa: chocolates recheados, doces, cremosos etc., precisam ser riscados do dia-a-dia. Dê preferências aos meio-amargos com 70% de cacau.

As verdades: O chocolate amargo, forte, delicioso, é recomendado DIARIAMENTE. Sim!!! É verdade, mas, como tudo, consumido moderadamente uma porção de 45 gramas, duas ou três vezes na semana. Esse consumo, vai ajudar a prevenir o colesterol e a proteger o seu coração.

Mais boas verdades sobre o chocolate: O chocolate amargo tem fenilalanina e tirosina, dois aminoácidos que estão ligados à felicidade. Os flavonoides do cacau contribuem para reduzir a pressão arterial e para controlar a glicose no sangue.

E aí chegamos a uma outra questão muito interessante: E o vinho, que combina tão bem com o chocolate? Faz bem ou mal ao coração?

Diversas pesquisas, amplamente divulgadas na mídia, sugeriram que o consumo moderado (palavra-chave) de algumas bebidas alcoólicas poderia proteger o coração das doenças coronárias (angina e infarto). O vinho tinto, em particular, tem outros componentes, além do próprio álcool: flavonoides e outros antioxidantes. Estas substâncias também estão presentes no suco de uva. Elas aumentam o chamado colesterol “bom” (HDL-colesterol) e afinam o sangue (propriedade anticoagulante).

Vamos ver algumas verdades comprovadas sobre bebidas alcoólicas e seu consumo: o limite considerado seguro, é baixo: duas doses diárias para homens e uma para mulheres, pois estas são mais sensíveis aos efeitos do álcool. Cada dose corresponde a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de bebida destilada (uísque, aguardente, vodka, conhaque etc.).

Mas sempre é bom prestar a atenção, antes da desculpa de que “um pilequinho é bem melhor que uma série de abdominais”, lembre-se de que álcool é sempre perigo à vista. É para beber uma taça só – mesmo porque sua energia desaba com maior quantidade. Álcool além da conta está relacionado ao alcoolismo, pressão alta, obesidade, cirrose, derrame cerebral e a várias outras doenças. Álcool ainda prejudica o equilíbrio, a memória, a coordenação de movimentos, o raciocínio e aumenta o risco de acidentes. Ou seja, em excesso, acontece o inverso: em vez de fazer o bem, o álcool pode matar. E importante: se beber não dirija. Aliás, se beber não faça nada... E aprenda a não se exceder mais. Importante: quem tem triglicérides altos não pode beber NADA.

E entre todas essas verdades, existe uma mais que verdadeira, que ao contrário do que se propaga, não é mito: MULHER NÃO PODE BEBER COMO OS HOMENS. E isso nada tem a ver com inferioridade ou machismo e nem tampouco com apenas o fato de nossas avós acharem deselegantes (o que na verdade é...), mas os estudos comprovam que mulher realmente aguenta menos bebida alcoólica. O que ocorre é que as mulheres têm menos enzimas que metabolizam o álcool, portanto ficam alegrinhas num segundo e sofrem o dobro com a ressaca no dia seguinte.

E lembrando novamente: SE BEBER, NÃO DIRIJA!"


*Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.
Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Saúde do Coração


 Olá, estimados (as) leitores (as)!

Hoje, dando continuidade a essa série riquíssima sobre a saúde do coração, de minha querida amiga, Dra. Lívia Teixeira, neste texto, temos a colaboração de Luiza Teixeira, estagiária de nutrição da UFRJ. Espero que apreciem esses compartilhamentos para uma vida saudável. 


Olha o estresse aí, gente!

"Continuando a falar dos efeitos terríveis que o estresse provoca no nosso coração, hoje a gente vai procurar entender um pouquinho desse misterioso mecanismo que nos leva a situações extremas em que o nosso corpo é inundado por hormônios que nos fazem tão mal, mas falaremos também de coisinhas que, levam fama de vilões, mas podem ajudar muito a dar uma baixada de bola no estresse nosso de cada dia. Embarquem e vamos lá.

A verdade é que o corpo humano foi preparado pela natureza para se estressar diante do perigo – um animal pré-histórico por exemplo – e nos ajudar na nossa defesa. Isso explica porque se reage assim:

- Os músculos começam a se contrair para nos proteger;

- O metabolismo acelera e a frequência cardíaca, tanto quanto a quantidade de sangue bombeada em cada batimento aumenta;

- A respiração fica mais intensa;

- O estômago fecha;

- As pupilas dos olhos se dilatam, ampliando a visão. Outros sentidos se aguçam, como a audição;

- Sabe por que dá uma vontade louca de ir ao banheiro quando estamos assustados? É o corpo da gente evitando infecções prevenindo, caso um agente inimigo nos cause uma lesão no abdome.

- O sangue coagula mais rapidamente;

- As artérias nos braços e pernas se contraem, evitando a perda sanguínea – daí aquela sensação de mãos e pés gelados, congelando de medo;

O X da questão: Na vida moderna, a chance de nos depararmos com um animal que nos ataca é mínima. Se não tentarmos evitar o estresse, ao nos sentirmos ameaçados por qualquer coisa do cotidiano, nosso corpo passará por tudo isso aí, na maioria das vezes de forma desnecessária, o que acarreta muitos males, todos baseados num instinto de sobrevivência que vem de nossos ancestrais e está impregnado em nossa genética.

Feliz mente, da mesma forma que o mundo moderno nos trouxe situações diárias que nos induzem ao estresse, nos trouxe também, formas de “reprogramarmos” nosso corpo para evitar esse desgaste físico-químico que, se por um lado em algum tempo de nossa existência nos ajudou a sobreviver, corrói de tal forma o nosso organismo que pode nos matar precocemente, pois a cada evento, perdemos células importantes. Terapias de diversas formas, meditação, exercícios de relaxamento, yoga, entre muitos outros, são caminhos que podem ajudar a controlar a ansiedade, que é o condutor ideal para o estresse.

E nesse meio de caminho de diversas mãos, muitos mitos e verdades, nos impelem a cometer erros, que pensando em não “piorar o estresse nosso de cada dia”, acabamos criando mais ansiedade que leva a mais estresse e entramos num ciclo de paranoia. Vamos falar de alguns?

Aceita um cafezinho? 

Sim! Pode aceitar sem susto. A cafeína produz endorfina, estimula o funcionamento do organismo e ativa a memória. Estudos recentes defendem que o café, desde que se tome até 4 xícaras diárias, faz bem ao corpo. Afinal, o café tem ácidos clorogênicos (que modulam o estado de humor e ajudam a combater a depressão), quinídeos (melhoram a circulação) e vitamina B3, todos eles ótimos oxidantes, ou seja, que limpam as toxinas do seu organismo. Sem o abuso, e com o aval de seu médico, café é ótimo. E alguns estudos mostram que o consumo regular de café pode ajudar a reduzir a incidência de diabetes tipo 2.

Agora, nem pensar em café combinado a cigarros, aí o café vira veneno. O cafestol e o kahweol, substâncias encontradas no café, podem aumentar os níveis de colesterol total e do colesterol ruim, o LDL.

Uma boa dica é o café filtrado no lugar do expresso para quem tem colesterol elevado.

Mas e se quiser tomar o café com açúcar? Pode? O açúcar dá energia, ânimo, como bom carboidrato que é. Mas quem come açúcar demais, além de correr o risco de engordar e ficar com diabetes, pode sofrer com aumento e queda violentos de glicose – ou seja, o corpo se estressa, quer mais açúcar e entra no círculo vicioso. Nessa hora, em vez de proporcionar energia, ele só vai deprimir o sistema nervoso central e lhe desanimar. E atenção: quem tem diabetes ou quem está com triglicérides elevados não deve consumir açúcar – ou consumir pouco. Quanto mais açúcar, maior seu peso e menor a sua disposição. E ainda maior é o risco de problemas cardíacos.

Um cafezinho sem açúcar, pode parecer amargo no primeiro momento, mas quando você se acostuma, e acredite, nosso corpo é programável e você se acostuma, o degustar uma xícara de café fica ainda mais gostoso.

Bom, nós vimos que o cafezinho pode ser um aliado da nossa saúde contra o estresse. Mas e o chocolate? Vamos falar dele na próxima semana?"

*Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.

Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Equilíbro como Fundamento para a Saúde Integral



Olá, leitores e leitoras!
Hoje, vamos refletir sobre o tão buscado equilíbrio. E como ele interfere em nossa saúde física e mental. 
Primeiro, precisamos reconhecer que manifestamos uma tendência fortíssima para os extremos. Ora estamos num lado, ora no outro. E radicalizamos quase sempre um desses dois lugares. 
Claro que, num ambiente como esse, é praticamente impossível experimentar momentos de paz e tranquilidade. Afinal, precisamos combater o outro lado. O inimigo ou inimiga. Que pode assumir variadas representações. Tais como, políticas, ideologias, religiões, etc. E com isso, um gasto gigantesco de energia se esvai. Tensões, ansiedades, temores, medos, insegurança... são algumas facesque assumem.
É interessante observar como a vida humana é contraditória. Queremos, desejamos, buscamos equilíbrio para nossas vidas e, por outro lado, não queremos abrir mão de nossos dogmas e certrezas que nascem de posições extremadas. 
Claro que na vida precisamos nos posicionar. Mas sem deixarmo-nos arrastar pelas paixões e visões radicais que perturbam e afligem nossa frágil existência. 
Posso lutar por direitos, criar um ambiente melhor para mim e todos ao meu redor. Mas mantendo o centramento, o equilíbrio necessário para desenvolver uma ação mais abrangente e coerente possível. E tudo isso torna-se possível quando a fonte, a raíz de nossas ações nascem de uma mente silenciosa, quieta, tranaquila, calma e sem apegos excessivos a seus pontos de vista. Você poderá testar e ver por si mesmo (a) a eficiência de uma ação que nasce do caminho do meio. E não de um excesso de pensamentos e palavras. Todo o seu corpo-mente experimentará os grandes benefícios. Sua saúde e a dos seus próximos irão agradecer!
Saúde e vida abundante para todos nós!!!

As Mulheres na Linha de Frente na Pandemia - Cuidados com a sua Saúde Mental

Estamos no mês dedicado à mulher. Um momento propício para reflexão. Sobretudo, neste período de pandemia. Quantas médicas, enfermeiras, tod...