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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Saúde do Coração

Olá leitores e leitoras!
Apresento a vocês mais um texto de minha amiga, Dra. Lívia V. Teixeira. 
Sei. Está com um dia de atraso. Mas foi por minga causa. Não consegui colocar ontem. Espero que apreciem e aproveitem a riqueza de cada texto desta série.

"Amor, meu grande amor
Os médicos recomendam: depois do infarto você vai poder namorar, sim. Sexo é saudável – desde que você não tenha tido complicações maiores e que seu médico ateste que está tudo bem.

Poder de Síntese
A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a ingestão máxima de dois gramas de gordura trans por dia. E a porção de batatinha frita que você gosta de atacar enquanto vê o filme na TV, tem por baixo, oito gramas. Troque o petisco por mini-cenouras, tomate com erva doce, peito de frango em cubinhos, um queijinho branco com manjericão e um fio de azeite, ou uma tijelinha de grãos torrados de grão de bico.
A partir da próxima semana, eu, em parceria com a Luíza Teixeira, estagiária em Nutrição na Clinica São Vicente (RJ), estaremos publicando aqui, uma série de dez receitinhas que alegrarão a sua vida, e substituirão aquela vontade louca de comer batatinhas fritas, linguicinhas, torresminhos. O seu coração ficará aliviado e o corpo agradece, como o do meu amigo Rafael Fraga, jornalista que hoje, aos 48 anos, viu seu mundo cair aos 39: Rafa, fumava dois maços de cigarro por dia, não estava nem aí para a alimentação. O corpo, cansado, pouco se mexia. Teve um infarto, dois meses depois do nascimento de seu segundo filho. Deu uma feliz cambalhota no destino e aprendeu a se desapegar dos maus hábitos e de umas situações que lhe tiraram o sono um bocado de vezes.  Para esse artigo, fiz uma pequena entrevista com ele, para que ele mesmo tivesse a oportunidade de contar aqui para vocês.

(Lívia) – Rafa, o que mais te preocupou depois do infarto?
Rafael Fraga – Eu senti uma certa culpa por não ter me cuidado antes. Sofri muito para abandonar o cigarro, tanto que não larguei de cara. Só quando o médico me disse, com todas as letras, que era largar ou eu morria.
(Lìvia) – A vida mudou depois de...
Rafael Fraga - ...eu largar o cigarro. Também comecei a fazer natação e a cuidar da minha alimentação. Cortei frituras, diminui bastante o consumo de carne vermelha, seguro a quantidade de doces. De vez em quando eu escorrego, claro, mas vou ao médico de três em três meses, faço o controle de colesterol, triglicérides, glicemia. No começo, a gente muda à força, por isso é difícil. Depois, sente que o corpo agradece.
(Lívia) – Uma dica sua para os amigos que lerão esse texto...
Rafael Fraga – Para mim funcionou muito entrar num grupo de apoio à fumantes. Era no Hospital Samaritano. É ótimo, porque suaviza a interrupção do cigarro, e você se enxerga nas histórias dos outros fumantes...
A história do Rafa, é uma história que se repete às centenas de milhares pelo mundo afora diariamente. Infelizmente, nem todos tem o desfecho que o caso do Rafa teve, onde abriu-se e ele enxergou uma janela de oportunidade para recuperar a saúde perdida.
Faça como o Rafa, e antes de acontecer, veja-se na história dele e parta para uma mudança radical em sua vida."

Lívia Teixeira, é clínica geral e anestesista. Formada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização e residência em anestesiologia na Boston University (USA) e trabalhou no Quebec General Hospital, em Quebec City, Canadá.
Atualmente é médica anestesiologista na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro e sócia e diretora clínica do CEMPE, Centro Médico de Penedo, região Sul Fluminense.


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